pausa pra reflexão...

bem vindo ao meu cantinho...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fim do Professor...

http://dadoconcreto.blogspot.com/2011/10/fim-do-professor.html

Transcrevo abaixo carta manuscrita de um professor da rede pública estadual, entregue a mim no corredor de uma escola na periferia de São Paulo onde lecionamos conjuntamente. Ele, professor de Física e Química, quase sexagenário com mais de vinte anos de carreira. Eu, professor de Sociologia, recém -ingresso nos "enta", assim como recente na rede, representante de uma corrente de esperança por dias melhores, porta voz deste professor que fala, ou melhor, escreve por muitos...


Oculte seus princípios, 

oculte sua alegria.

Observe o navio afundar...

não adianta fugir,

não adianta gritar.

Ao seu redor é cada um por si. Não há união...
...nem comunicação.

Sou simplesmente um professor, ou melhor, um ser incompetente, medíocre, burro ou idiota que até agora não percebeu que nesse país a educação é uma palavra vazia ou simplesmente o nada; chegando se a simples conclusão que ser professor é fazer parte do nada.

domingo, 25 de setembro de 2011

O REACIONÁRIO DA MÍDIA GOLPISTA



Reacionário me lembra um tempo histórico que muita gente gostaria de esquecer. Um tempo em que a sociedade, numa manobra desesperada, fruto do paradoxo da moral exacerbada x corrupção, alimentada obviamente e como sempre, pela mídia tendenciosa e manipuladora, aderiu a uma ideologia que por mais de vinte anos, massacrou os direitos civis, perseguiu, torturou e matou centenas de pessoas consideradas “subversivas”, “milicianas”, “guerrilheiras”, enfim, um perigo iminente contra a ordem estabelecida.  

Mas nos últimos dias, a palavra reacionário bateu em minha mente, no exato momento em que li, em uma coluna da revista Veja, um dos veículos de comunicação mais tendenciosos e manipuladores que existem neste país, um texto que de tão reacionário, conseguiu sobrepor   em muito o sentimento de aversão e repulsa aos reacionários do regime militar.

Pois bem, um péssimo jornalista, Augusto Nunes, colunista desta revista, apoderou-se  de um vídeo caseiro, produzido por um professor da escola pública de São Paulo no último dia 20, o qual, atendendo a um chamado do  movimento organizado contra a “Mídia golpista”, se dispôs por algumas horas no vão do MASP, conclamando aos transeuntes a participarem do movimento e ao mesmo tempo, falando sobre o assunto que é pauta em suas aulas de sociologia e que, ultimamente, tem sido evidenciado de maneira muito clara e contundente, não só pela comunidade escolar, mas pela sociedade de modo geral. 

Mas a questão é muito mais grave. O indivíduo, numa atitude extremamente reacionária, publicou um texto onde, além de ridicularizar o professor, duvidou de sua formação , ironizou sua causa, inferiorizou seus alunos e ainda como se não bastasse, numa desonestidade intelectual sem precedentes, negou-se a publicar comentários de pessoas, de alunos, de amigos, de colegas do professor, que numa tentativa de esclarecer  ou até mesmo, quebrar o estereótipo criado sem propriedade alguma , não tiveram sequer o direito de participar do debate com igualdade em relação aos que o acusam e o ridicularizam. 

Pois é, creio eu que o clima está tenso.  Não só em relação a este  péssimo jornalista, que segundo informações, foi demitido do Estadão, foi socorrido pelo PSDB de Porto Alegre, trabalhou no zero hora e acabou como colunista da Veja... mas digo tenso em relação ao clima midiático de modo geral. Aqui em Minas por exemplo, em um episódio envolvendo professores ( olha que coincidência) numa greve que já dura mais de cem dias, também teve o movimento acusado (por aquela parte que a gente pode chamar de banda podre da mídia)  de “conspiração política contra o governo do PSDB”... promovido pelo PT.

Verdade... existem péssimos jornalistas como este citado anteriormente, que acreditam que o PT está financiando a greve dos professores aqui em Minas.  

Sendo assim, é de certa forma até compreensível a posição deste indivíduo em relação aos professores e ao professor em especial. Ele também acredita que o professor é do PT e que seus alunos, bem como seus colegas e amigos, são milicianos, petralhas ( é assim que  ele se refere a quem tenta postar em seu blog em defesa do professor) e os acusa de tentar perverter e subverter a ordem, a moral e os bons costumes que segundo este indivíduo e muitos outros de mentalidade reacionária, é tudo fruto de uma conspiração do PT.

Dá vontade de rir, mas o caso é triste. O que acontece é que simpatizantes do  PSDB, direitistas, reacionários, conservadores, enfim,  cansados  de perderem espaço na política por culpa de sua incompetência e inoperância, resolveram partir  para o golpe da “marcha da família com Deus”, na nova versão “a marcha contra a corrupção impune” que antecedeu ao movimento dos sem mídia  e que utilizando  as mesmas palavras do pseudo-jornalista, também foi um "fiasco"! 

O que este indivíduo não admite, por ignorância talvez, mas muito mais por seu perfil reacionário, é que nem tudo é PT  ou PSDB e que os tempos mudaram... estamos em uma democracia... falha em alguns pontos eu concordo, mas que continua e sempre continuará totalmente contrária à ditadura que com certeza, ele e seus simpatizantes sentem muita saudade... 

Meu recado para você péssimo jornalista, é que nós, os professores, seremos sempre uma enorme pedra no sapato de reacionários, de conservadores que insistem em se colocar acima do que finalmente , depois de muita luta, está a seu lado, compartilhando dos mesmos direitos políticos, civis, sociais;

nós continuaremos sim, conscientizando nossos alunos e utilizando seu texto pra mostrar o que além de óbvio,  é triste, vergonhoso, mesquinho, feio, inescrupuloso, vexatório e desonesto: a banda podre da mídia,  além de golpista, conta com reacionários e péssimos jornalistas como você;

Reacionários que numa atitude de covardia, insegurança, ausência de honestidade, não admite estabelecer diálogo, assim como os radicais de linha dura da ditadura. 

Reacionários que apesar de tanta mudança e transformação na política e na mentalidade da sociedade de modo geral, insistem em pregar um conservadorismo arcaico,  insistem em estratégias falidas, em retóricas falaciosas, tentando perverter o estado de direito, para um “estado de guerra”... ao passo que viola o direito de manifestação, de liberdade de expressão e resposta;

ao passo que viola o direito de exercício do poder político outorgado pelo regime democrático através do voto... utilizando para tanto o veiculo de comunicação para manipular, distorcer, inventar conspirações inexistentes;

ao passo que joga  um jogo leviano de insinuações de ligações de movimentos  livres à siglas de partidos políticos.

À você péssimo-jornalista,  meus sentimentos.  Apesar de tudo, é triste ver a agonia desesperada de um reacionário da mídia golpista. 

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-unico-manifestante-que-atendeu-a-convocacao-culpa-a-midia-golpista-pelo-fiasco-do-protesto-contra-a-midia-golpista/ 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dizem que 7 é conta de mentiroso...

 
E a história deu um jeito de personificar isso no sete de setembro...

Impressionante  e comovente as festas do sete de setembro nas escolas... os professores ficam num alvoroço pelo desfile (e claro,  revoltados por terem que “pagar o mico” mesmo que seja no sábado ou domingo... ), os diretores ficam eufóricos (pois são obrigados a organizarem tudo em tempo recorde  e ainda... garantir a “motivação” de seus súditos com salgadinhos após o desfile) e os alunos...coitados... são os que mais sofrem...pois têm que desfilar debaixo de sol ou  de chuva... com dedicação e muito patriotismo... mesmo sem saber bulhufas  do que estão realmente homenageando e o porquê...

Mas, como dizia minha mãe : “a vida ensina”... 

Percorrendo a vida, ou a história, descobre-se que a independência não passou do grito.  Na realidade, a segunda opção do grito, ou seja, a “morte” é muito mais real do que a independência do nosso amado salve  salve  país.  Estou sendo fatalista? Talvez! Mas...

O Brasil foi um dos países que mais tardou o grito de “independência” de sua metrópole e a consequência se encontra nos dias de hoje, já que nossa “independência política” às margens do Ipiranga, garantiu nossa dependência econômica em relação às várias metrópoles européias e principalmente, ao grande leão dourado americano. 

Mas por quê? Somos uma nação ora bolas! Temos como regime de governo a Democracia! Podemos eleger nossos governantes através do voto direto, conquistado à duras penas depois de um longo período de submissão e opressão militares!

 Aí eu digo o seguinte: O problema vem de berço! Nenhuma das diversas revoltas regionais por ocasião da emancipação brasileira, tiveram ideais verdadeiramente de liberdade e garantia de direitos. 

O pilar da independência se formou sobre ideais de liberdade condicionada, (que o diga a Inconfidência mineira, revolta dos Beckman,  Guerra dos Mascates, Revolução pernambucana...etc) favorecendo apenas uma classe dominante e que por sinal, até aos dias de hoje, continua dominando em meio ao regime mais liberal do mundo: a Democracia!  

O domínio político interno  se tornou o pilar da dependência econômica externa. Temos um país onde a educação nunca foi prioridade (claro que propositalmente)...somos lanterninhas em matéria de educação comparados com outros países emergentes sul americanos. Temos uma economia monstro, totalmente dependente (agora não mais de uma metrópole, mas de diversas) e uma sociedade passiva, cauterizada pelos olofotes dos shows patrocinados pelos governantes, que nos induzem a acreditar que estamos livres e nos desenvolvendo como nação independente.  A maior prova disso, são as comemorações do sete de setembro,são as datas patrióticas o 21 de abril , o  15 de novembro...não deixam passar nem o dia  do “Fico”...

 E a meninada lá, debaixo de sol, de chuva... marchando...
Os livros didáticos, contando e perpetuando a mentira... a sociedade assistindo balançando bandeirinhas...os prefeitos orgulhosos pelo momento de êxtase e realização pessoal...e...depois do desfile,  todos voltam pra casa... comentando do sapato furado do colega,  do salgadinho salgado da escola...do filho que desfilou mais bonito que todos...e a vida continua... a passividade continua... afinal... somos livres...não há mais do que se libertar! Viva  D. Pedro I !!! Obrigado José Bonifácio!!! Viva o Brasil!!!!!

Pois eu digo: não há o que comemorar. Não somos independentes. O sete de setembro, no caso, é conto de mentiroso...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Festival de História em Diamantina...


 Evento inédito na área de história acontece em outubro na cidade Diamantina e pode reunir aproximadamente cinco mil pessoas

Uma grande festa em torno da história. Assim poderia ser definido o "Festival de História", evento inédito que acontece entre os dias 7 e 12 de outubro de 2011, na cidade mineira de Diamantina. Concebido pela Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN), o "fhist", nasce sob o desafio de tornar-se palco de convergência das expressões artísticas focadas nos temas históricos. Mas muito além do desafio de constituir um novo canal de expressão, o fHist tem como desafio maior ampliar o interesse da sociedade pela História, por meio da criação de espaços e da interação, em um mesmo momento, dos autores, editores, atores, produtores, diretores com o grande público.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Um grama de ação vale uma tonelada de teoria.” Friedrich Engels




 E a Educação no Brasil... ainda conta com um grama de ação...

Pois é. Em meio a greves de professores, falta de apoio e incentivo ao profissional, falta  até mesmo de estrutura física a qual impossibilita o desenvolvimento de qualquer trabalho didático, projeto ou iniciativa por parte do educador,  falta de uma política salarial ou um plano de cargos e salários que o valorize e principalmente, que lhe dê oportunidade de exercer com qualidade seu papel,  enfim, em meio ao caos na Educação, conhecemos e convivemos com a  LDB9.394/96 – Leis de Diretrizes e bases,   a qual vem reafirmar o papel da Educação e o direito à ela, garantido pela Constituição. 

Qualquer professor que tenha estudado a LDB e seus PCN’s – Planos curriculares Nacionais, fica extasiado diante de um amontoado de letras que diz absolutamente tudo o que a Educação deveria fazer por um indivíduo, tudo o que deveria desenvolver neste indivíduo...mas que infelizmente, na maioria quase absoluta das vezes  não o faz. E não o faz, pelos motivos já ditos no início deste texto. É como se a cada vez que lêssemos as leis, os parâmetros, os artigos, confirmássemos que  a teoria jamais será colocada em prática... como se tudo não passasse de uma utopia romântica, de muito boa vontade e intenção e uma grande dose de  "conhecimento de causa"  por parte dos especialistas da educação....mas...impraticável em nosso contexto.

Mas eu disse “quase absoluta certeza” , porque existem exceções.  E uma destas, eu conheço de perto, participo dela e tenho o prazer de dedicar através deste texto, meu respeito, meu carinho, reconhecimento, admiração e a  certeza de que podemos sim, realizar utopias. 
Falo da JUVENTUDE POLITIZADA DO BRASIL, uma comunidade virtual  da rede social Orkut, criada pelo sociólogo Marcello de Paolla, meu mestre... e que vem despertando em mim, o desejo sincero de colocar toda a LDB em prática, de todas as formas e maneiras que eu puder alcançar, assim como o fez este professor de São Paulo... designado pelo Estado, cargo com tempo determinado e que se encerra a cada ano e,  que só será renovado pra substituir os “efetivos” insatisfeitos e com poder de greve... licenciados...ou outra coisa parecida. 

 Voltando à comunidade, ela conseguiu em um curto espaço de tempo, colocar em prática vários pontos dos PCN’s para os projetos políticos pedagógicos da disciplina sociologia e que ironicamente,  o professor sequer teve acesso  nas  escolas em que leciona (fato que se repete na maioria das escolas públicas, as quais  não utilizam PPP’s por diversos motivos, entre eles, o tal contexto em que nós, os profissionais da educação, vivemos.

Mas contrariando todas as expectativas ou falta delas, desafiando todas as dificuldades encontradas pelo árduo caminho do ensino público, na comunidade JPB, discutem –se os famosos temas transversais: meio ambiente, sexualidade, cidadania, justiça social e outros ...e incrível... praticando também a interdisciplinaridade, já que lá, em um único tópico, é capaz de se debater  biologia, química, física, história e até matemática...dependendo do tema proposto. 

Basta abrir um tópico sobre drogas, que aparecem alunos defendendo ou refutando a liberalização de drogas... discutindo o que seria melhor ou pior para as famílias e sociedade...
Sobre sexualidade então, o tópico rendeu várias postagens sobre camisinha, os perigos da gravidez na  adolescência... 

Discutem até a possibilidade da existência ou não existência de Deus...e pra isto, o debate consome muita biologia, genética, espiritualidade, fé... e ciências de modo geral...

Agora estão discutindo conceitos dos mais diversos, com assertivas propostas no chamado  “Grande Desafio”.   Falam de “ditadura”, “democracia”, “política”, “sociedade”, “cidadania”...

Eu fico emocionada de estar participando disto tudo. E fico também me perguntando: por que a maioria dos colegas não conseguem em meio ao caos, praticar um grama de ação como esta? Por que tudo é tão difícil? Por quê não nos apegarmos ao que temos, como o fez o professor que utiliza-se de um recurso que se tornou tão corriqueiro – internet  tem em quase todo lugar e quase todo mundo tem acesso – um recurso como as redes sociais que qualquer aluno do ensino secundário utiliza pra namorar, paquerar ... e transformar isto em uma “indiscutível prática da LDB e seus PCNS” que segundo suas finalidades, são para “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos superiores”.

É assim que conseguiremos trabalhar de verdade. É com vontade, criatividade, compromisso... independente do salário ruim, das situações precárias...porque temos que ter a visão de que  só conscientizando esses alunos, transformando-os em cidadãos de verdade, com senso crítico, é que será possível mudar o cenário da Educação no país. Basta um grama de ação, pra valer uma tonelada de teorias. 

Eu sei que é complicado, como sei...a realidade do professor no Brasil é triste, é vergonhosa... mas são iniciativas assim que demonstram a importância de se acreditar na profissão...
É assim que aprendemos que teorias podem sim serem praticadas... de várias formas...através de vários instrumentos...com o objetivo de alcançar a proposta maior que nos fizemos ao optarmos pela profissão “professor”.

Professor Marcello, fica  aqui meus parabéns. Minha admiração por você é imensa. Sua iniciativa é exemplo para todos nós...professores que desejamos de verdade,  fazer a diferença. Conte comigo...sempre...

Pra quem quiser observar, participar, ou simplesmente conferir, abaixo o link de nossa escola virtual...será um prazer recebê-lo:




sábado, 23 de julho de 2011

"quanto mais alto voam, maior o tombo", como dizia o Zé Geraldo...



Quando se chega no topo... a tendência é descer pro fundo do poço...

Hoje, quero escrever sobre “quedas”.


Tenho assistido a corrida ao desenvolvimento de países como a China por exemplo, que alcançou níveis nos últimos anos  digno de uma super potência mundial.  O mundo está atento à China. Ao modelo de desenvolvimento Chinês. 

País dito “comunista”, mas que antagonicamente, exerce um modelo econômico dos capitalistas mais selvagens e que tem como único aspecto comunista, a predominância do poder do Estado sobre todas as esferas, e  peculiarmente,  exercendo fortemente o capitalismo de Estado, que descentraliza o governo local do nacional, sem contudo, minimizar o controle total do segundo  sobre o primeiro. 

Depois pensei no Brasil. Nos últimos anos, este paíse  subdesenvolvido até mudou de posição no ranking mundial de países em crescimento. Segundo os governantes, estamos no caminho do desenvolvimento “sustentável”. É verdade que muita coisa mudou nos últimos dez anos. A qualidade de vida de muita gente, a mobilidade social, que permitiu grande parte de uma classe “ascender” a outra e ainda, conseguiu minimizar o sofrimento de milhares de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza. Mas por outro lado, é um país que continua destruindo seus recursos naturais em nome do “desenvolvimento”...vide Belo Monte, é um país essencialmente agrário, já que nossa indústria  e tecnologia ainda caminha a passos lentos, é um país que não investe nas áreas da saúde e educação principalmente, enfim, é um país onde a desigualdade social é gritante...

Mas deixando a China e o Brasil de lado, voltei um pouco na linha do tempo,  pra falar sobre algumas quedas vertiginosas e importantíssimas na história das grandes civilizações. 

Desde que o homem deixou de ser coletor e caçador,  ele descobriu uma forma muito cômoda e conveniente de sobrevivência,  sem muito esforço. Descobriu a exploração do homem pelo homem.  Em toda a história das grandes civilizações, percebemos esta imutável forma de domínio, onde uma minoria encontra na maioria, a base de sustentação para a sua vida.  

O interessante, é que o desenvolvimento destas civilizações, como Athenas na Grécia por exemplo, que alcançou o ápice de sua  evolução no que se refere a economia, política e religião, se auto-destruiu, em função de não ter mais o que conquistar, quando se conquistou tudo. 

Sua sociedade, assim como a maioria das civilizações evoluídas neste contexto, praticou a diferenciação entre pobres e ricos, promoveu a separação física entre estas classes e deixou claro para a humanidade, como deveria ser o modelo de conduta para se alcançar o topo do desenvolvimento: a exploração do homem pelo homem. No caso de Athenas, ocorreu ainda a exploração de cidades por cidades. Em troca de segurança e apoio militar contra os vizinhos Persas, , Athenas cobrava de cidades vizinhas um imposto que convertia em grandes monumentos, construções fantásticas e muita farra na cidade Atheniense.  Paternon é um destes legados maravilhosos, em ruínas, mas grande representante deste tempo histórico.
Porém, Athenas encontrou em seu caminho, civilizações com maior poder de força, ou menos quem sabe, mas que se aproveitou da altivez e determinação daquela elite dominante, para puxar-lhe o tapete e assistir sua queda ...proporcional à sua altura. 

Pensei também nas civilizações Incas no Peru. Foram civilizações que alcançaram igualmente, um grau de desenvolvimento invejável à grande potência mundial de hoje. Mas, como via de regra, baseando-se na exploração do homem pelo homem...e da natureza pelo homem.
Ao alcançar o cume, o ápice, o topo... civilizações incas começaram a cair vertiginosamente, em função da degradação ambiental, da luta pelo poder, das guerras internas travadas em um momento em que inimigos externos se aproveitavam, assim como no caso de Athenas, da altivez e determinação daquela elite dominante, puxando-lhe também o tapete. Que queda...e de que altura. 

Poderia citar outras civilizações... mas pra não ficar um texto muito grande e cansativo,  prefiro chegar à moral da história. 

Entendi que enquanto o homem buscar desesperadamente o topo, o desenvolvimento a qualquer custo, a diferenciação de classes, à separação destas classes submetendo a maioria a uma elite dominante, cheia de altivez e determinação, buscando sobreviver às custas da exploração do homem pelo homem e da natureza pelo homem... estas quedas serão uma realidade e questão de tempo. 

A história nos demonstra isto. Não preciso citar super potências mundiais de ontem, que hoje lutam assim como nós , países em desenvolvimento, para sobreviver em meio ao caos financeiro, a crises que envolvem todo o mundo independente do continente... não preciso citar a super potência que até outro dia, era inabalável, mas que hoje demonstra uma vulnerabilidade que jamais imaginariam ter...

É só questão de tempo. A confirmação por repetição já foi constatada.


É só uma questão de tempo.