Sobre análises de intelectuais que insistem em desconsiderar nossa cultura politica ao fazer considerações sobre as concessões de Lula ao mercado,
Registro de eventos históricos e atuais, sobre política, economia, educação, meio ambiente,filosofia e etc... sob o olhar crítico e participativo. obs: Objetivo: trabalho e pesquisa
Sobre análises de intelectuais que insistem em desconsiderar nossa cultura politica ao fazer considerações sobre as concessões de Lula ao mercado,
E
se tratando do atual contexto onde a vida está em jogo,
é
até possível enxergamos um binômio ideológico e
dentro
dele, identificarmos classes divergentes mas
que
em virtude do grau de comprometimento da
existência humana neste país, tiveram que se
unir ,
para combater o
radicalismo da extrema direita: pois temos
de
um lado vários grupos divergentes
ideologicamente,
mas convergentes quanto a importância
da
vida humana: os que querem vacina, saúde,
segurança, alimento,
justiça, acreditam na ciência
e
do outro: quem não se importa com nada disso,
sequer
consigo mesmo e sua família, ao passo
que
fortalecem o discurso negacionista
em
relaçãoa luta contra a pandemia.
As
representações sociais se constituem através das interações em sociedade, uma
vez que grupos humanos compartilham
o espaço e consequentemente, o modo de
vida. Sendo assim, essas interações estão em constante movimento e podem
modificar-se ou serem enriquecidas, contribuindo para que não se tornem
hegemônicas, o que ocorre quando ao contrário, estão apoiadas em estereótipos
cristalizados originados de leituras equivocadas ou ainda, como reflexos das
transformações da modernidade.
Considerando esta perspectiva,
constata-se que a modernidade nos contemplou com o aprofundamento da luta de
classes, quando se refere à dinâmica do sistema produtivo. Por outro lado, a pós-modernidade
aprofundou a segregação social dos espaços (concreto e virtual) ao passo em que
fortaleceu a individualização do sujeito,
não no sentido de indivisível, mas no
sentido da indiferença entre eles, principalmente em relação aqueles que
sobrevivem nos centros metropolitanos, onde a face do sistema capitalista se
mostra muito mais claramente que em regiões interioranas. Ou seja, as novas visões de mundo e
representações sociais impostas pelo contexto pós-moderno, refletiu de forma
contundente no processo das interações sociais dos grupos mais afetados pelas
grandes transformações dos séculos XIX e XX.
Até mesmo os espaços públicos foram dando
lugar a espaços segregados de maneira a promover o isolamento dos sujeitos, em
todos os aspectos da dinâmica da vida em sociedade e as interações que se
estabelecem a partir dela. Lazer,
trabalho, escola, enfim, a maioria das estruturas que promovem as interações
sociais foi se diferenciando e se separando de acordo com as visões de mundo e
representações sociais dos grupos que compõem a sociedade heterogênea do século
XXI.
O capital ou o dinheiro, em nome da liberdade
e individualidade, limitou as relações sociais e as conduziu através de valores
que determinam o valor humano. A disputa por status está presente no estilo de
vida pós-moderno e de forma mais intensa, nas grandes metrópoles. O consumo de bens e a posição que estes
ocupam no ranking da modernidade, é o fator de diferenciação em relação àqueles
que são definidos por “bem comum, ultrapassado ou obsoleto”, sendo que na
escala hierárquica, quanto mais modernos e atualizados estarão sempre uma
posição acima dos outros.
De forma imperativa, a pós-modernidade se
apresenta através da razão, em detrimento à emoção. Quanto mais lógico,
pragmático, ordenado, sistemático, mais moderno e superior. As sensibilidades
neste contexto tornaram-se improdutivas e desnecessárias, uma vez que limitam as
dimensões e atrasa o progresso, uma das palavras-chaves do mundo moderno.
A globalização, uma das consequências do
advento da internet, ocupou espaço nas transações comerciais de grandes mercados
(os chamados mercados digitais) e sutilmente, passou também a ocupar espaço nas interações sociais a longa distância, através
das chamadas “redes sociais”. Atualmente, o mundo virtual paralelo ao mundo
concreto, tomou dimensões ilimitadas no que se refere à comunicação em massa,
alcançando milhares de pessoas em tempo real e determinando o tom do diálogo na
política, na religião, na cultura, economia.
Ratificando ainda mais as tendências pós-modernas,
a pandemia do século XXI acabou por oportunizar ao sistema a possibilidade de
automatizar ainda mais as relações e os vínculos entre trabalhadores,
familiares e amigos de modo a conduzir as interações através do uso das redes
sociais e das tecnologias em prol do isolamento social. E neste recurso, apesar
de ser globalizado e considerado democrático, existe a formação dos grupos e a
polarização de ideias que se dão de maneira mais clara, sem que impedimentos morais
limitem visões de mundo, suplantando até
mesmo o que é considerado como consenso universal em direitos humanos, no mundo
civilizado.
Formam-se comunidades e grupos que se
identificam em algum aspecto ao passo que excluem aqueles que não se enquadram
no perfil desejado. Neste mundo virtual,
é possível existir ataques e defesas, desmoralização e enaltecimento de figuras
emblemáticas, divulgação de fatos verídicos e por outro lado, mentiras
deflagradas com o propósito de confundir pessoas menos esclarecidas. Enfim, é
como um mundo paralelo ao mundo concreto, polarizado, segregado, fragmentado,
sob a alcunha da globalização, ou universalização da comunicação.
Há ainda a sensação de segurança, pois apesar
da interação ocorrer, por ser em espaço virtual, o usuário acredita se
resguardar da realidade pungente que no mundo real, concreto, não há como escapar
com um bloqueio ou exclusão. Enfim, o mundo virtual pode ser comparado a uma
espécie de “solidão acompanhada”, uma vez que apesar das interações sociais
ocorrerem, existe a linha tênue entre os usuários, que é o aparelho, uma
espécie de fortificação digital, como um muro de proteção entre a realidade
concreta e o mundo virtual.
No entanto, quando se fala em segregação de
espaço, fato é que muito antes das redes sociais se popularizarem e da pandemia
acontecer, o sujeito pós-moderno já se encontrava solitário em meio a uma
multidão de semelhantes. Na atualidade, toda a cadeia que lhe confere o status
de ser social, contribui para este isolamento. Até mesmo o próprio planejamento
urbanístico das grandes metrópoles reforça o fenômeno isolacionista.
A capital mineira, por exemplo, é o resultado
de um projeto moderno onde a estrutura viária foi projetada como “veias e
artérias” CALDEIRA (1997), otimizando o fluxo e centralizando os serviços na
região central. Pela proposta, percebe-se que a cidade foi projetada para os
funcionários públicos do Estado, pois a maioria dos espaços de lazer e trabalho
possui ligação com as áreas reservadas a esta classe de pessoas. Porém, com o
passar dos anos e sem uma política de acolhimento das famílias de baixa renda
que trabalhavam na cidade e usavam todos os serviços públicos ali concentrados,
passaram a estabelecer em seu entorno, inúmeras moradias de forma irregular. Foi
então que a partir da década de 1970, com a expansão do espaço periférico em
consequência da iniciativa de reformulação da capital belorizontina, tais
famílias foram sumariamente “empurradas” para a região metropolitana, nas
cidades vizinhas, inclusive históricas. Foram construídos para tanto, conjuntos
habitacionais e loteamento de grandes áreas em acordo com as prefeituras
daquelas cidades. Ou seja, o espaço urbano das grandes metrópoles, não foi
projetado para as grandes aglomerações, para o intenso fluxo de trabalhadores
assalariados, tão pouco para a interação social entre os variados grupos. A
despeito disto, o aumento populacional e a falta de políticas de regulamentação
e distribuição do espaço, na maioria das vezes submissa à especulação
imobiliária, gerou o que CALDEIRA (1997) define como “segregação urbana”,
consequência da criação de “enclaves fortificados”.
Estes enclaves, de acordo com a autora, são
fenômenos que ocorreram em grandes cidades como São Paulo, por exemplo, que em
virtude do processo de globalização, centralizaram na cidade os polos de
transações comerciais e financeiras, em detrimento às regiões fabris que se
destacavam até a década de 1980. O resultado foi a transformação urbanística
que levou ao surgimento de cortiços e favelas, estabelecidos em fábricas e
casas abandonadas e que segundo a autora, é uma das causas da segregação do espaço urbano. Segregação
que se consolida através do surgimento de condomínios como alternativa para
separação das classes, os quais se estabelecem em áreas estratégicas, mas de
maneira isolada, pois dentro deles encontram-se grande parte da rede de
suprimentos para atendimento da demanda dos seus moradores. Demandas estas,
relacionadas à suas próprias expectativas culturais, familiares, profissionais
e a todos os outros aspectos que determinam seu posicionamento como ser social,
como afirma SIMMEL (1973, p.13) ao se referir às mentalidades que se manifestam
no estilo de vida pós-moderno, metropolitano:
“- pode-se deixar cair um fio de prumo para o
interior das profundezas do psiquismo de tal modo que as exterioridades mais
banais da vida estão em ultima análise, ligadas às decisões concernentes ao
significado e estilo de vida”.
Portanto, a segregação do espaço, seja no
mundo virtual, seja no mundo concreto, é a realidade do mundo pós-moderno. Em
consequência, o ser social transformou-se em um ser solitário, que interage de
forma autômata com seus grupos, obedecendo à lógica do sistema que determina
seu estilo de vida de forma que este se sinta parte da sociedade. O sujeito está
só, rodeado de uma multidão que ironicamente, também está.
O mundo pós-moderno é um mundo de separações.
Os sujeitos se identificam por seu modo de vida e ali estabelecem uma espécie
de comunidade que coexiste com outras comunidades dentro de uma sociedade.
Existem as comunidades dos trabalhadores os quais buscam sobreviver com o
mínimo de dignidade, transitando entre os espaços públicos buscando
apropriar-se deles, mas na maioria das vezes, sem sucesso. Existem as
comunidades daqueles com maior poder aquisitivo, os quais criam seus próprios
espaços, dentro do espaço público de modo a proteger-se daqueles que não se
identificam com seu modo de vida e, portanto, não podem transitar em seus
“territórios”, o que é garantido com segurança própria e apoio da segurança
pública, em nome da lei e da ordem.
Existem também aquelas comunidades
alternativas invisíveis para o Estado e para as comunidades abastadas, mas
sempre presente como mão-de-obra a ser explorada. São as favelas, os cortiços,
os sem teto.
Por fim, as cidades e as redes trazem consigo uma espécie de mosaico de povos, os quais buscam sobreviver em meio à dinâmica do sistema e as transformações constantes e que se impõe sobre o modo de vida da sociedade. E este modo de vida, tanto no mundo virtual quanto concreto, apropria-se da alteridade para a segregação, para o isolamento e exclusão do que é diferente, transformando sociedades em um conjunto de comunidades ou grupos rivais, polarizados e indiferentes àquilo que os torna semelhantes: a própria humanidade.
Artigo disponível em: https://www.revistaponte.org/post/pos-modernidade-segrega%C3%A7%C3%A3o-espa%C3%A7o-concreto-virtual
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AUGÉ, Marc. Não-Lugares: uma antropologia da
supermodernidade. São Paulo: Papirus, 1996.
CALDEIRA; Teresa; Enclaves Fortificados: a
nova segregação urbana; Março; 1997
LEFEVBRE, Henry. O Direito à Cidade. São
Paulo: Centauro, 2006.
MARICATO, Erminia; Para entender a Crise
Urbana; 1º ed., Ed. Expressão Popular; São Paulo; 2015
OLIVEIRA; Claudio Márcio; Deslocamento de
trabalhadores em Belo Horizonte; elementos para pensar a educação na forma de
acesso à cidade;2011.
SILVA, T. T. . Identidade e diferença:
impertinências. Educação e Sociedade, São Paulo (SP), n.79, cap.2, 2002.
Mataram o Lázaro de novo. Só que desta vez, o Lázaro havia
se transformado em serial Killer, em psicopata e até “macumbeiro” como diziam.
Encontraram indícios de rituais satânicos na mata, segundo a polícia. Mas, não adiantou. Mataram o Lázaro de novo.
E vão continuar matando os Lázaros, porque ele só serve para
um propósito: fazer o serviço sujo. Isso
mesmo. E quem faz o serviço sujo, sempre leva a pior.
Escolhem o Lázaro a dedos. Geralmente alguém sem estrutura
familiar, sem cultura, sem empatia, sem condições de vida. Geralmente, alguém
que não tenha nada a perder. Mesmo que tenha, o Lázaro geralmente acredita que não.
E ele vai e faz o serviço sujo por algum dinheiro e continua
fazendo, até que o matem.
Mas o Lázaro, como diz a Bíblia, sempre ressuscita. E o
serviço sujo continua.
A polícia brasileira não quer saber quem é Lázaro, nem a mando
de quem ele mata. A polícia só quer matar o Lázaro, porque a polícia
brasileira, só sabe matar.
Infelizmente, a realidade é que nossa polícia não tem a
menor capacidade ou preparo para aprofundar em questões básicas sobre a vida de
Lázaro, sua missão, suas ações, seu trabalho, seus patrões. E o pior, na
maioria das vezes essa mesma polícia, também possui outros Lázaros em sua corporação, com outros nomes,
mas milicianos e matadores de aluguel, iguais.
Tem o caso do Lázaro já morto e ressuscitado, andando em
bando de Lázaros, matando os índios Guarani Kaiowá, em 1953, lá no Mato Grosso do Sul!
E continuou matando até que em 2011, dizimou quase uma tribo inteira! E seguiu
matando família de pequenos agricultores cuja terra importa muito ao
agronegócio. O Lázaro invade, mata famílias à machadada, a facão, à tiro de
pistola. Enfim, ele mata.
E foi morto de novo pela polícia. Porque sempre que ele
compromete seus patrões, a ordem é matar. Mas quanta ironia, ele ressuscita
rapidinho e continua “aterrorizando as famílias do interior”.
Interessante é que a sociedade brasileira, assim como eles,
tanto Lázaro quanto seus patrões e a polícia, não se satisfazem com o sangue derramado. a sociedade e a polícia até ficam consternados pelas famílias mortas por Lázaro, mas quando têm a
chance de ver o corpo dele cravado por “trocentas” balas, batem palmas e se
sentem aliviados, pois Lázaro morreu. Agora estão felizes.
Só não conseguem nunca e jamais vão conseguir compreender como funciona essa história do Lázaro. Não sei se por ingenuidade, por ignorância, ou por omissão. Pois continuam fechando os olhos para o óbvio, batendo palma para a polícia assassina e omissa e em alguns casos até cúmplice, quando esta lhes oferece o corpo perfurado do Lázaro, ou aquele sem cabeça do Lázaro travestido de Lampião, dizendo que o problema acabou. Podem dormir tranquilos.
Pois é. Mas, logo, logo, ele ressuscita e teremos espetáculo de novo.
Aguardemos.
Como professora de história, fico me imaginando daqui a dez, quinze
anos em sala de aula.
Como vou explicar este tempo, num futuro incerto?
Incerto porque não sabemos hoje o que nos virá daqui a um mês, que dirá daqui a alguns anos, já que desde
o golpe contra o governo da Presidenta Dilma, o que experimentamos foi uma espécie
de hecatombe, anunciada, diga-se de passagem.
Não que estivéssemos indo maravilhosamente bem com o governo petista. Mas
sem dúvida alguma, qualquer outro governo fora o atual e o antecessor golpista,
supera qualquer desgoverno brasileiro ou até mesmo mundial, levando em conta o
saldo nefasto que estamos amargando desde que Temer e Bolsonaro assumiram o
governo, respectivamente.
Me lembro que há 13 anos, os comentários que permeavam minha linha do tempo
no facebook, eram sobre a crise imobiliária nos EUA e suas consequências para
aquele país e para os países da Europa, cuja economia dependia diretamente do
turismo. A Grécia que o diga, pois foi um dos países mais afetados. Aqui no
Brasil, falávamos e replicávamos a famosa “marolinha” , que “não daria nem
pra esquiar” como dizia Lula.
Mas não foi nem de longe uma marolinha. Não imaginávamos que seria uma
hecatombe e que uma década mais tarde, estaríamos diante de um governo que,
aproveitando-se das consequências da crise mundial, se vendeu às aspirações
mais nefastas do mercado internacional. Perdemos em pouco tempo, o que levamos
décadas e mais décadas para construirmos. Foi um desastre o que nos aconteceu.
Nem mesmo a chamada década perdida, com toda aquela instabilidade e aumento de
dívida interna e externa, promoveu tamanha desgraça ao nosso país, como tem
feito este governo. Antes estivéssemos convivendo com remarcações de preços,
com déficit de contas públicas, com precarizações de todo tipo, mas que de
algum modo, nos permitia acreditar que haveria em algum momento uma saída, como
ocorreu com o plano real, após vários planos falidos e malfeitos. Não. Este governo
que chamarei daqui em diante de desgoverno, não nos permite enxergar uma “luz”
lá no finalzinho do túnel! A causa ambiental, a indígena (absurdamente querem com uma MP estabelecer marco temporal, contra a própria constituição de 1988), a causa trabalhista, enfim, são ataques de todos eles, por todos os lados.
Seus ministros, sem exceção alguma, são de um primitivismo de fazer inveja a
qualquer protozoário (que me perdoem os protozoários por esta ofensa). Não
possuem qualquer organização, qualquer qualificação técnica, qualquer formação
ética, ou qualquer outro aspecto humano que determina a diferença entre um ser
racional e uma ameba.
Não possuem um projeto sequer. Não se organizam. Não são capazes de
comunicarem entre si, de tentar de algum modo compreender um ao outro para que
juntos, pudessem ao menos tentar se organizar em meio a tanto desmando.
E para piorar nossa desgraça, uma PANDEMIA que em qualquer outro país, por
mais pobre ou subdesenvolvido que seja, foi capaz de estabelecer o mínimo de
consenso entre os gestores públicos, no que tange a protocolos de higiene e
isolamento social. Mas aqui não. Aqui , nosso governo é pró-pandemia. Ele é
negacionista. Se apresenta enganosamente como religioso (nem isso é capaz de
ser ), arregimenta milhares dos seus
seguidores, todos de mesma espécie, piorando diariamente nossa condição diante
de um vírus mortal, que ceifou meio milhão de pessoas.
Governa na base da mentira. Tudo é mentira. Espalhou essa mentira por todo canto deste país. As redes sociais são seu principal instrumento de disseminação de ideias absurdas, que negam a racionalidade e submetem milhares de pessoas a um submundo irracional, movido a emoções desajustadas e que promovem toda sorte de discórdia e separação.
Sem citar que, de maneira assustadora, foi capaz de fortalecer uma moral que
estava sendo desconstruída com muita luta e resistência de grupos que até então
invisíveis, conseguiram de algum modo alcançar um espaço na dita sociedade
brasileira. Uma moral nefasta, desprezível, racista, homofóbica, machista que só
oprimiu e invisibilizou grupos inteiros.
Sabemos que esta moral sempre esteve presente em nossa sociedade. No
entanto, neste desgoverno, ela cresceu avalizada pelo representante da nação,
que incita todo tipo de maldade e desprezo contra todos os que não compactuam
com suas ideias.
Não sei como explicarei este tempo, no futuro. Na verdade, não sei nem se
haverá futuro. Retrocedemos tanto em tão pouco tempo, que fica quase impossível
traçar uma conjectura que possa sobrepor
o tempo perdido.
Talvez, em 2022 haja alguma mudança. Não sei ainda. As disputas continuam. De um lado está o
genocida, ávido por dinheiro, por mortes (ele disse durante a campanha que
queria 30 mil mortos e que a ditadura deveria ter matado mais. Ele ultrapassou
os 30 mil com louvor). Do outro estão grupos divididos, disputando espaço como
se houvesse neste contexto, espaço para ser disputado. Não se entendem. Não se
ajudam. Só fragmentam. É como se não enxergassem essa hecatombe. E ela, a
hecatombe avança. Impiedosa. Engolindo corpos, maltratando vidas.
“Como será o amanhã? Responda quem puder...”
Sobre Jesus: Um emaranhado de conceitos e teorias a seu respeito.Ateus o ridicularizam, cristãos o deturpam, céticos o observam com curiosidade...Mas, independente de tudo isso, o que não se pode negar é que ele foi um revolucionário em seu tempo. Um ser que demonstrou um amor profundo aos pobres, uma intolerância muito clara às injustiças e sobretudo, uma inteligência tremenda para pregar a revolução de forma pacífica.
