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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

A Eleição de Bolsonaro ... a novela brasileira que repercutiu no mundo todo...

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Desde 2012, tenho publicado aqui neste blog, vários textos a respeito do avanço da ultra direita no Brasil e no mundo.
E desde 2012, mais especificamente, a Europa tem sinalizado o crescimento dos partidos nacionalistas de extrema direita.
Na França, berço da Revolução Francesa por exemplo, partidos nacionalistas como o Le Pen, alcançaram votação expressiva nas eleições de 2012.
Já na Ucrânia, também em 2012, o partido Svoboda, de extrema direita, alcançou espaço político, convocando grupos sociais conservadores, com discursos nacionalistas e extremistas sob a bandeira anticorrupção. Conseguiram depôr o governo e dominaram o poder no país. 

Aqui no Brasil também passamos por algo parecido. Em 2013. Sob a bandeira dos "0,20 centavos", mobilizou-se uma grande manifestação por todo o país, a qual foi ganhando corpo a medida em que grupos políticos se aproveitavam para engrossar o coro dos "descontentes". Cheguei a postar neste blog uma análise bem primária sobre as manifestações, pois no olho do furacão, costumamos ficar míopes...Em um trecho de um dos textos, transcrito abaixo, chego a fazer uma espécie de "previsão", apesar  que estava tudo muito óbvio, mas  minha visão míope ainda não enxergava: 

 "Estão gritando nas ruas que chegou o tempo de mudança. Querem respostas...estão amadurecidos. Não querem continuidades mascaradas de rupturas...aquelas em que mudam personagens, mas o enredo é o mesmo.

O problema é a massa inculta que adere a movimentos espontâneos e sem critérios...movimentos estes que deturpam a originalidade da ação... causando reações perigosas, pois se transformam em "celeiros" para oportunistas.

Mais indignação, menos irresponsabilidade.

Pense antes de compartilhar frases, postagens que não representam realmente a voz desta manifestação."

texto pode ser lido na íntegra no link https://historiacorrente.blogspot.com/2013/06/que-e-massa-eu-seimas-se-e-de-manobraai_19.html#more


Mas, passado algum tempo, foi possível compreender quais foram as forças políticas que utilizaram-se de movimentos sociais e pautas legítimas, para promover um dos maiores golpes na história deste país. 

É complicado como historiadora, usar a palavra "golpe", mas aqui, não estou analisando os fatos como historiadora, estou usando-os para conceber uma visão política que se aproxime o máximo possível do contexto que estamos atravessando: a eleição de Bolsonaro. 

Pois bem. O que há em comum entre Brasil, Ucrânia, França, enfim, a Europa e os movimentos de extrema e ultra direita? Neste texto, vou chamar de maneira hollywoodiana, de "A Origem".  A questão é  que aqui, como sempre foi a "história" toda, quase todos os processos de ruptura ou continuísmo, se caracterizam pelo avesso. Se não são ao avesso, são aos trancos e barrancos. Se não aos trancos e barrancos, são a versão comédia das coisas sérias que acontecem no mundo.  Digo isto, me lembrando da nossa "Monarquia Constitucional" , da "extinção" da escravidão e o processo que a envolveu, a "proclamação" da nossa República e por aí vai,  porque se for pautar de Getúlio pra cá,  entraremos em pânico ao perceber que realmente somos muito atrapalhados em relação ao resto do mundo. 

Voltando à ascensão da direita e extrema direita na Europa e no Brasil, fato é que aqui, os grupos conservadores enxergaram no bipartidarismo PT X PSDB, o qual protagonizou uma luta ferrenha no legislativo e executivo, com anuência do judiciário, a oportunidade de chegar ao executivo nacional e colocar em prática todas as suas mais fantasiosas e nocivas ideologias, desde questões de gênero à movimentos sociais. Mas, como se deu tudo isso? Acredito que, enquanto Aécio, todo choroso e derrotado pelo PT em mais uma eleição, pirraçava e esbravejava contra Dilma no senado, e por outro lado o PT, vitorioso,  acima do bem e do mal, como se nada o abalasse além do incômodo choro alto do oponente, os direitistas foram se infiltrando e lançando ideias nacionalistas, anticorrupção e cheias de moralismos retrógrados, mas que atendem bem à sociedade provinciana que se constituiu desde o império. 

E foi neste contexto que, "A Origem", de maneira oportunista e considerando os acontecimentos lá fora, passou a influenciar e financiar tais movimentos. Criaram partido político e ganharam as redes sociais. Através das redes sociais, ganharam os jovens, esses pobres jovens analfabetos funcionais, que governos anteriores (todos eles) negligenciaram e não se preocuparam em formar consciência crítica e promover sua participação política. Através dos jovens, ganharam os pais dos jovens, esses também com formação precária e entregues à religiosidade, já que a geração de hoje, "só Jesus salva'. Foi uma espécie de jogo.  Todas as peças sendo alcançadas e derrubadas. E no final, conseguiram eleger, através de uma disputa patética e que até hoje não se explica do ponto de vista daqueles que possuem o mínimo de conhecimento sobre política, um ser amoral, conservador, desequilibrado, incapaz de produzir uma única frase sem cometer erros dos mais absurdos, com uma equipe completamente despreparada e perdida em todos os aspectos.  Elegeram um ser que se diz da "direita", mas que não é capaz sequer de traduzir  a própria ideologia a que se autodetermina. Um ser rodeado por filhos e grupos de militares que falam em "ideologia marxista", em "socialismo", em "ideologia de gênero", sem nunca ter tido o trabalho de ler um pequeno artigo que tratasse desses assuntos, para pelo menos falar algo que se aproximasse da realidade, fundamentando assim, mesmo que de forma precária, o que acreditam. Sem programa de governo. Sem participar de debates. Ameaçando vidas, grupos sociais desfavorecidos e minorias já tão oprimidas ao longo da história. Conseguiram eleger um fantoche. um Ventríloquo. 


Mas, "A Origem" não se importa com nada disso. Não se importam com gays, com negros, nem com marxismo ou comunismo. "A Origem" só enxerga nossas riquezas naturais, nosso petróleo, nióbio, água, ouro, minério, mão de obra, assim como enxergava o gás da Ucrânia. o petróleo da Líbia, da Síria, do Iraque. "A Origem" está preocupada com o avanço da China e Rússia no mercado internacional. 

Enfim, sinto vergonha da nossa direita. Chegaram a comparar o Bolsonaro a Hitler, mas ele não chega sequer a unha do dedão do pé do austríaco. Dissemos que ele é fascista, mas nem pra fascista ele serve. Fato é que a nossa direita, não é real. Ela é subserviente. Serve a quem serve alguém. E aí sim, esse "alguém', "A Origem", essa "organização" que nos submeteu a este golpe, a este governo patético, é ela que de fato preocupa. Porque esse "alguém" nem ideologia tem. Possui apenas conta bancária. E deseja dividendos. Deseja capital.  Bolsonaro é só um laranja... assim como o motorista dele, o Queiroz. Um laranja que, oportunamente, foi conduzido ao cargo mais importante da nação mais rica em recursos naturais do planeta, em nome da "direita", da religiosidade, da moral e "bons costumes". E assim como os demais fantoches de "A origem", Bolsonaro cairá, de maneira vergonhosa e entrará para a história como o político mais atrapalhado e patético da história do Brasil. 

só lamento, não por ele...mas por nós. 






" Gênero não é ideologia"...

           Interessante artigo que trata de questões relativas a expressão "ideologia de gênero". Essa expressão foi criada por grupos sociais conservadores para designar o que eles acreditam ser nocivo à crianças e adolescentes em idade escolar, atribuindo a prática de supostos estudos doutrinadores à favor da homossexualidade e também de práticas criminosas como pedofilia, por exemplo.
               O autor elucida com objetividade que questões de gênero não são ideológicas, portanto, não existe ideologia de gênero e sim estudos que buscam posicionar ambos os sexos para além do que se estabelece como heteronormativo dentro de uma sociedade, pois independente de sexo ou gênero e toda sua historicidade, o fator ser humano se sobrepõe e é ele quem deve nortear os direitos políticos, civis e sociais de todos. Por fim, trata da questão do respeito, da diversidade, da heterogeneidade que compõe a civilização humana, o que constitui violência todas as ações que se impõem baseando-se em uma concepção binária homem/mulher...no nosso caso, rosa/azul, como alega a tal ministra.
vale a leitura...


Do site café história ...

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domingo, 9 de julho de 2017

SOBRE 28/04 - o Selfie perfeito!

                      

                         Tudo muito bem organizado. Vários sindicatos e movimentos sociais, articulados e engajados na marcha para o planalto. Chegamos por volta das nove da manhã depois de mais de doze horas de viagem.  Vi pessoas de vários segmentos profissionais, além de ativistas políticos.
Os caminhões dos sindicatos, sempre animando a “galera” com músicas revolucionárias e voluntários que se alternavam ao microfone, sempre com palavras de ordem, de ânimo para a luta.
Nós estávamos próximos ao sindicato dos metalúrgicos. Aquele sindicato do “Paulinho da força”, o qual se uniu ao golpe e acabou eleito para deputado federal. Claro, mais um envolvido em desvio de vergas em que a Globo conta, foi “utilizado para promover cursos profissionalizantes para desempregados”. O que a Globo não conta é que o FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, é uma máquina de desvio de verbas e pagamento de propina. Mas isso fica para uma outra hora.

                       Voltando, o sindicato dos metalúrgicos, bem próximos ao caminhão da CUT onde estava a Beatriz Cerqueira, promoveu um duelo de discursos. De músicas. De gritos de guerra. Beatriz, com sua capacidade impressionante de reconhecer quando a coisa extrapola o limite do razoável, pediu ao interlocutor do caminhão dos metalúrgicos, para que se afastasse um pouco, pois os manifestantes não conseguiam entender nem um nem outro. Eu ri. Dei gargalhadas para ser mais sincera. Achei tão patético essa postura de ambos os lados, que não tive outra reação. Mas, o embate durou por cerca de meia hora. Durante esse tempo, transitei entre os manifestantes do Paulinho e perguntei aonde ele estava: “uai...kd o Paulinho gente?”. Não me respondiam. Pelo contrário, fechavam a cara como se me dessem o recado: saia daqui antes que a coisa esquente.
Mas tudo bem. Voltei para os meus e continuamos a “luta”. Tirei fotos com movimentos sociais variados. O MST foi o que mais gostei. Uma senhorinha com rosto cansado, sentada ao chão segurando a bandeira do movimento, topou posar comigo para o selfie. Lá fui eu, minha colega de luta e a senhorinha. A foto ficou “chic” demais, está aí na galeria. Confira.

                     Quando iniciamos o trajeto até o planalto, me senti uma genuína revolucionária! Debaixo de um sol escaldante, com fome, sem banho, pernas doendo, seguia cantando e caminhando; ou seria o inverso? Mas o importante é que eu estava ali, participando daquele momento histórico maravilhoso. Umas cento e cinquenta mil pessoas, gritando palavras de ordem, dispostos e acampar no espelho d’água em franca luta por manter seus direitos!

                         Mas, ao chegarmos na esplanada, eis que se misturam aos manifestantes de vermelho, verde e amarelo, um grupo razoável de adolescentes franzinos, carregando paus, portando máscaras e com cara de pouco amistosos. Passaram por nós e meu coração acelerou ainda mais: são os “black blocks”. Foram direto para o lado direito do espelho d’água. Não deu dez minutos, começou a correria. As bombas. Os gritos. Era uma multidão vindo em minha direção, além da fumaça do gás de pimenta, o qual ardeu minha cara e minha garganta de forma que me fez pensar que morreria asfixiada. Meu colega coitado, dizia, vamos...vamos... mas ao avistar a fumaça e sentir seus efeitos, corríamos junto com a multidão, pra longe dela.

                 No entanto, um grupo de manifestantes continuava a seguir e tentar entender o que acontecia. Segundo informações, os manifestantes com bandeiras, desarmados e sem pedras, “quebraram vidraças” e tentaram colocar fogo em um dos prédios. Ué, pensei eu: sério? Não. Não era sério. Era piada pronta. Os “blacks” armados e protegidos por máscaras, o fizeram. E a Guarda avançou sobre nós, os manifestantes.

                    Eu não precisei seguir pra entender. De onde estava vi que tudo não passava de um teatro. Como sempre. De uma armação bem articulada de todos os lados. De uma situação corriqueira neste país de bananas.

                Os blacks, representando o governo, as centrais sindicais, representando os que representam o governo. Ou seja, tudo era governo.
Eu era governo. A bomba, era governo.
Foi um fiasco. Não digo que quem estava ali, quem se dispôs a passar fome e frio, falta de banho, tinha participação voluntária ao teatro, ao circo armado. Mas afirmo que toda essa articulação não passou de mais um golpe.

                          Por que? Simplesmente porque o cara continua lá. O congresso nacional e o senado continua aprovando tudo. Arquivando crimes de senadores, deputados. Os sindicatos continuam com as micaretas apoiados pelas centrais.  E a nossa greve, nosso esforço, só fortaleceu o governo golpista. Desmotivou gente que como eu, luta desde adolescente por justiça social. Porque hoje, as plenárias, as deliberações dos sindicatos, discutem a “bandeira” que irão assumir nas manifestações e não a pauta nacional. Chega ao absurdo de em uma plenária, representantes de partidos políticos de esquerda, invocarem embates entre a esquerda, para ver quem tem mais razão. E nesse tempo, a direita continua firme, articulada, forte, engajada na destruição de nossa economia, de nossos direitos. E o povo continua “parado, com cara de veado que viu caxinguelê”.

Mas, pelo menos fiz uns “selfies”.
A luta? Ah, continua. Fazer o quê né?


quinta-feira, 27 de outubro de 2016


OCUPA TUDO!!!!

     O último movimento estudantil de fato, que se tem notícia, foi o de 1992, com o impeachment de Fernando Collor. Depois disso, ocorreu o movimento “passe livre” que ainda não se pode  dizer que foi articulado exclusivamente por estudantes  e muito menos que foi um movimento espontâneo.

        Mas de um ano pra cá, estão ocorrendo sucessivos movimentos estudantis chamados de “ocupações”. O que são essas ocupações? É um movimento  articulado por estudantes, apoiados por instituições estudantis como UNE, UBES, AMAS, UJS. Esses manifestos de ocupação objetivam protestar contra medidas adotadas pelo Estado, em detrimento aos interesses da comunidade escolar.

      Os estudantes paulistas se reorganizaram durante a tentativa de reforma do ensino proposta pelo governo Alkimin, em setembro de 2015.  Por quarenta dias, deram seu recado ao governo e à sociedade. E este teve de voltar atrás em suas decisões e considerar os interesses da comunidade escolar.

       Atualmente, as ocupações são contra a PEC 241, a PEC da morte. A tal “redução de gastos” do governo que irá congelar investimentos nas áreas sociais, principalmente educação e saúde, por nada menos que vinte anos!

       Existem vários argumentos pró PEC e até mesmo pessoas que serão afetadas por essa medida, se manifestam favoráveis. Acham que o povo deverá pagar a conta pela má administração de governos de mais de 30...40 anos...

        O governo atual, atribui a dívida pública aos investimentos nas áreas sociais que foram feitas pelo governo do PT. Mas omite o fato de que a dívida pública sempre existiu e que pela primeira vez, coexistiu com investimentos sociais . Ou seja, a dívida não é nossa. È dos desvios de verbas, é do rombo da previdência, é dos gastos com salários exorbitantes com parlamentares viciados em corrupção...enfim...não é nossa!

Não é, porque apesar dos investimentos do governo petista nessas áreas...ainda temos um educação de má qualidade, hospitais sucateados e pouquissima infraestrutura pra um país do tamanho do nosso. 

Mas, no atual contexto, lutar contra um medida desta proporção, a qual tem apoio de um grupo enorme de conservadores elitistas que jamais pensaram na população carente, é como um anão lutar contra um gigante. 

O bom é saber que nosso anão está sendo alimentado diariamente com as ocupações de jovens de uma geração que parecia perdida. Se não vencermos o gigante por ora..pelo menos iremos crescer muito... muito...

valeu juventude politizada!!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A COISA FERVENDO...E O POVO??

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         Ahh o povo! Esse ao mesmo tempo em que encanta, deixa qualquer gringo estupefato! Vi um vídeo norte americano em que uma moça propaga que para ser rico, é só ser político no Brasil. Ridiculariza os políticos, mas em contrapartida, muito mais ao povo. Porque tudo o que os políticos praticam, o fazem com a conivência de grande parcela da população que...trabalha, estuda, assiste bbb, e alguns até viajam de avião. É a classe baixa e a classe média... esta última, pra piorar a situação, é a mais manipulável. Acha que é rica e essa percepção enganosa da realidade,  os confere o título de “ventríloquos”.

        O povo...ahhh o povo! É uma dicotomia interessante, não de luta de classes antagônicas, mas uma dicotomia ideológica que no fundo, estratifica posições sociais  em função das expectativas de cada um. É o negro pobre que é avesso ao sistema de cotas. É o pobre mestiço que clama por ditadura militar , é professor que apoia a elitização do ensino, é pai de família que apoia o massacre de adolescentes negros nas favelas chamando de “justiça”, é classe média que contrai empréstimos em cartões de créditos para se sentir parte da classe alta... é assalariado se achando burguês e revoltados com os programas sociais que eles chamam de “esmola”, enfim...é um emaranhado ideológico que pra quem olha de fora, se não gargalhar como tem feito, sentem pena.

            Porque os de fora enxergam essa dicotomia de forma muito mais clara: de um lado os ricos, poderosos, donos do poder e do parlamento. Dão risadas e se regalam diariamente com o dinheiro público, sustentados por trabalhadores do país inteiro ou  por heranças de familiares que fizeram o mesmo.  Do outro o povo todo, classe média, baixa, comerciante, intelectual, trabalhador braçal, enfim todo mundo que depende das conjunturas políticas e econômicas para manter o mínimo de dignidade em relação a sobrevivência neste país. E estes últimos, a maioria.

            E esta maioria dorme. Come. Trabalha. Compra. Vende. Estuda. Corre daqui, corre dali dia todo. Luta pra conquistar algo. E nessa luta, se viram contra si mesmos. Os que ganham um pouco mais querem pisar na cabeça dos que ganham menos, pra se sentirem como os ricos se sentem ao pisarem na cabeça de todo mundo.


        Aí...neste espaço de tempo...os ricos e poderosos, pintam e bordam em jantares magníficos, dignos de uma corte francesa dos tempos de Antonieta... 

Um pouquinho de cada coisa...

Sobre o impeachment de Dilma:

Resultado de imagem para impeachment dilmaDesde o início deste processo sombrio, ouviu-se especialistas, juristas, políticos, intelectuais, acadêmicos, enfim, uma gama de profissionais com know-how suficiente para argumentar contra a destituição da presidente eleita democraticamente e as consequências deste ato.
Mas não foram ouvidos. Ou foram, mas igualmente ignorados.
Após o impeachment, a mídia silenciou-se. Palavras como “lavagem de dinheiro”, “corrupção ativa”, “propina”, sumiram sistematicamente dos noticiários. A não ser por notícias pontuais, parece que tudo se ajeitou. Agora, o governo não eleito democraticamente decidiu “reorganizar” o país. Segundo ele, crescimento com responsabilidade é aquele que não “desperdiça”, não “gasta mais do que recebe”. E que investimentos em setores sociais, é despesa, pois não gera impostos. Só consome recursos. Uai, será?

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Sobre a PEC 241 – a Pec da Morte.

E aí o governo não eleito democraticamente propõe um projeto de emenda constitucional, no qual limita e congela gastos públicos incluindo saúde e educação, por vinte anos. É que ele quer pagar a dívida pública, aquela contraída com os bancos e que eleva as taxas de juros às alturas! Pra pagar essa dívida com os bancos, o governo alega que não há superávit pois as  despesas estão ultrapassando as receitas e que o jeito é cortar a carne  - do pobre. Sim. Ele não disse pobre, mas ele disse cortar gastos com saúde e educação. Aì pergunta-se: quem utiliza saúde e educação pública? O pobre.   
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Sobre a dívida pública:

Então o governo não eleito, apoiado pela elite  rentista (aquela que não trabalha e ganha rios de dinheiro com capital especulativo, e exatamente com estes juros exorbitantes da dívida pública), aliados à mídia que mama nas  tetas do governo  em troca de propaganda positiva de suas ações, diz que essa dívida foi contraída para sanar os gastos com o social. Mas ele não conta que os gastos em países desenvolvidos é considerado investimento e que quando há déficit do orçamento por conta destes investimentos, O PAÍS CRESCE, A ECONOMIA SE ESTABILIZA, A MOEDA FICA FORTE  e o IDH aumenta, já que novas estradas, novas indústrias, incremento tecnológico, pesquisas, nível de educação, saúde melhor, tudo isso é fator positivo e gera desenvolvimento,  uma vez que o país  é composto por uma nação. Verdade! Uma nação!  Não apenas por corpo administrativo. Não apenas  por títulos, não apenas por moedas, não apenas...por bancos!!!!