pausa pra reflexão...

bem vindo ao meu cantinho...

sexta-feira, 13 de março de 2015

E VIVA A DEMOCRACIA...APESAR DOS PESARES...



Sou admiradora incondicional da Democracia. 

O que mais me encanta é a possibilidade de expressar opiniões... de se posicionar ideologicamente, sem medo de ser preso ou punido por isso. 
Gosto do embate com a oposição. Aliás, a Democracia só existe se existir oposição. 
Seja ela uma péssima ou espúria oposição, seja uma oposição séria...o que importa é o contrário. Ele é um dos princípios que regem um sistema democrático: o contrário, a oposição, sua manifestação.


Hoje milhares de pessoas se reuniram em nome da Petrobrás e da legitimidade do governo Constitucional. 

Domingo, outras pessoas se reunirão pra manifestar seu desejo de mudança...e acho válido, independente se o desejo é fruto de um trabalho muito bem orquestrado pelo quarto poder no Brasil - a mídia. 

Bom, as pessoas têm liberdade pra se informarem e alimentar suas tendências. 
Se têm se contentado com o senso comum, se acreditam realmente que é uma opção o impeachment da Presidente, se acham que Michel Temer ou Eduardo Cunha é a solução para os problemas... então que lutem por isso.


Mas o que me entristece nessa democracia não é o embate ideológico nem mesmo essa oposição espúria. É esse ódio por tudo o que representa povo. Essa raiva que parte de pessoas que desconhecem a história da evolução dos direitos. Pessoas que desprezam a participação de organizações e instituições populares na consolidação de direitos que usufruem nos dias atuais.

outro dia um indivíduo de origem humilde, que já passou por situações muito difíceis na vida, disse que quem produz são os juízes, os médicos, os engenheiros, a classe média alta que bateu panela. E que o povo come às custas dessas pessoas. Esse indivíduo coitado, já ficou atrás de um balcão por anos e hoje, com um salário um pouco melhor, conquistou uma vida melhor, que é reflexo da conjuntura do atual governo. e este indivíduo, joga fora toda a sua própria história, em nome de uma falsa sensação de pertencimento a uma elite que o despreza...o explora...e usa a favor de si.

infelizmente, existem pessoas que se simpatizam tanto com um certo modo e estilo de vida, que vendem sua dignidade em nome de um status.

Eu fico pensando em como o ser humano é individualista. Pagam suas despesas com cartões de crédito... vivem no limite do cheque especial... tudo isso pra fazer parte de uma classe que os ridiculariza. E outros, que também se consideram burgueses, mas que não passam de trabalhadores assalariados (a diferença é que recebem salários maiores por terem alguma formação, ou qualificação) se juntam ao senso comum, acreditando que estão realmente lutando por mudanças, mas não param sequer pra pensar na responsabilidade de uma manifestação pró impeachment... estão raivosos porque acreditam que seu candidato era o melhor, assim como acreditam serem os melhores e aí, não respeitam a DEMOCRACIA.

isso sim, me entristece. Porque o ideal da oposição, e isso é prerrogativa de um sistema Representativo, é lutar para que nas próximas eleições, seus projetos sejam apreciados e reconhecidos pela sociedade...e aí alcançarem a vitória nas urnas.
mas... esse povo...essa parcela da população que a gente chama de "galinha que acompanha pato"... sempre morre afogada. Afogada em dívidas...enquanto a outra classe...aquela a quem eles defendem e acreditam fazer parte... continua os ridicularizando...explorando ...rindo de sua ignorância política.
é isso...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

DILMA, O COMUNISMO E A CLASSE ARCAICA




 Seria uma parte da classe média brasileira suficientemente culta e bem informada para opinar com perspicácia sobre política e resultados eleitorais ? A julgar por uma série de opiniões emitidas neste Facebook – local onde a eleição ainda é pauta – a resposta seria um sonoro “NÃO”. 
Quem votou em Aécio Neves (PSDB) exclusivamente porque está escandalizado com a “roubalheira na Petrobrás” e com a “corrupção”, ansiando pela alternância de poder, têm o meu respeito, se é que isso importa alguma coisa, e está excluído de minha premissa – com a devida discordância pelo caminho escolhido. Meu foco, porém, são os que, inconformados com a vitória de Dilma Roussef (PT), permanecem vociferando contra a ameaça de “cubanização”, “bolivarianismo” ou implantação do comunismo no Brasil sob o governo do PT. 
Bem, só quem tem mais de 60 anos deve ser perdoado por soltar essas sandices - assim como se é tolerante com gases involuntariamente expelidos por vovós quando tentam se levantar de suas cadeiras de balanço. Afinal de contas, esse pessoal se criou num mundo polarizado pela disputa Capitalismo (EUA)- Comunismo (União Soviética), vivendo sempre sob risco de uma guerra nuclear. O inconcebível, o inaceitável, porém, é ler a monótona repetição desse discurso alucinado por parte de quem é da minha geração (54 anos) ou, pior, está numa faixa etária muito abaixo dela.
Como sugeria o falecido Paulo Francis, os avanços tecnológicos e a disseminação da informação só influenciam 10% da Humanidade, se tanto. A maioria, porém, permanece nas cavernas em termos de civilização. Imagino que pensasse no caso brasileiro, já que é impressionante a quantidade de gente socialmente bem posicionada – com acesso livre e diário à Internet e à TV a cabo – que vive no passado. E ainda tem a capacidade de falar, congratulando-se pela sua “sabedoria”, da “ignorância” dos nordestinos que votaram em Dilma.... Ora, a configuração geopolítica do mundo mudou. No hoje distante 1989, o Muro de Berlim caiu, reunificando a Alemanha. No mesmo ano, os chamados “países satélites” da URSS (Romênia, Hungria) abandonaram o comunismo. A própria União Soviética se desintegrou em 1991. A China, ainda governada pelo Partido Comunista, virou um grande centro de investimentos internacionais. A questão "comunismo", portanto, está completamente fora de moda no mundo moderno há 25 anos. Os EUA não falam mais no assunto. A preocupação do Departamento de Estado agora é o extremismo islâmico. 

Esse é o cenário internacional hoje, que já foi amplamente divulgado até, ou, principalmente, por VEJA e pela TV Globo - as quais parecem ser as únicas fontes plenamente “confiáveis” por uma certa parte das classes média e alta brasileiras. Só que a mídia brasileira insiste em requentar esse prato mofado, servindo-o à classe média tola- que o engole como se fosse o banquete do dia.

Ah, perguntarão alguns, mas e Cuba e o porto que o governo do PT construiu lá ? Ora, como eu não me canso de escrever aqui – inutilmente, pelo jeito – esse empreendimento foi elogiado até pelo jornal O Globo, pois empregou material produzido no Brasil e será um escoadouro de nossos produtos na América Central. Quando Fidel Castro morrer, digo eu, e for iniciado algum processo de transição econômica e democrática naquele cocô boiando no meio do Caribe, o país terá uma extraordinária base para negócios lá. Até o New York Times defende o fim do bloqueio americano à Cuba – pensando, nisso, os negócios. E Portugal, vejam bem, Portugal, também trouxe médicos de Cuba há alguns anos, para realizar atendimento comunitário – sem que ninguém por lá invocasse o “perigo vermelho”. Oh, gemerão alguns, mas tem a Venezuela Chavista.

 Bem, ela é uma democracia bem mais sólida e profunda do que a brasileira, onde o voto, ao contrário do Brasil, não é obrigatório. Sendo assim, se a oposição a Chaves e a Maduro não conseguiu derrotá-los, é porque não teve competência política para agregar a sociedade venezuelana em torno de um projeto alternativo ao deles. O que muita gente parece incapaz de entender é que, na frase de Winston Churchill, um país não tem amigos, mas interesses. E os interesses econômicos do Brasil têm maior possibilidade de lucro nesses paisecos. Foi a Odebrecht que construiu o Porto de Mariel e, através de uma subsidiária, já se meteu no negócio do açúcar em Cuba.

O que o Brasil vem fazendo nos últimos anos é o maior processo de inclusão social jamais tentado em nossa História. É até constrangedor a gente ter de repetir, mas isso tudo é realizado dentro de um projeto político capitalista que não toca nem de leve no patrimônio dos endinheirados, não podendo, sequer, portanto, ser chamado de socialdemocrata europeu – e eu gostaria de ver o que vocês achariam dos impostos que se paga sobre a renda na França e na Dinamarca, caso resolvam fugir para lá. Sendo assim, o capitalismo não é nem de longe ameaçado no Brasil por uma “ditadura comunista”. E nem por um regime militar...aviso logo aos que têm uma ereção ou molham a calcinha quando veem fardas. A economia brasileira se tornou muito complexa e intrincada para ser gerida por um governo autoritário, o qual seria incapaz de administrar interesses contraditórios. Tanto que a preocupação de Dilma no momento é encontrar um Ministro da Fazenda que seja, pelo menos, tolerado por esta entidade mítica, respeitosamente chamada pela mídia de...o “mercado”.

Por fim, só haveria um coisa que me faria acreditar que o comunismo está chegando o Brasil, Nico Bueno: se os médicos brasileiros se oferecessem para tratar do Ebola na África. Aí, acho que muita gente pegaria em armas para fuzilar esses "comunistas"

quarta-feira, 23 de julho de 2014

JUSTIÇA não se deve confundir com PRIVILÉGIOS... o porque das políticas afirmativas ...


De maneira oportuna, um aluno querido me pediu para tecer comentários a respeito do vídeo abaixo. Trata-se de uma reflexão sobre questões como políticas afirmativas. No vídeo, o rapaz faz uma análise partindo de premissas falaciosas,o que torna o argumento inválido. Mas como infelizmente, muitas pessoas ainda não compreendem a necessidade de tais políticas, decidi postar a minha reflexão sobre o assunto para que talvez auxilie outros jovens a compreendê-lo de forma contextualizada no processo da história da nossa sociedade:






       
Interessante o ponto de vista do rapaz do vídeo. Mas o raciocinio é falacioso. Por quê? 
Quando ele cita as diferenças da charge ele constrói todo um raciocinio de origem objetiva. E dai emenda o raciocinio para refletir sobre politicas afirmativas...que por sua vez tem origem subjetiva. 

Ou seja...as politicas afirmativas não se baseiam em biotipos fisicos, gêneros, estatiscas ou números. Elas se baseiam em processos sociais da historia. As cotas por exemplo nao foram criadas para beneficiar um maior numero de pessoas negras (criterio de biotipo ou estatistica que é objetivo) Elas foram criadas como medidas que tem por objetivo fazer justiça a um processo histórico social de injustiça cometida a uma determinada classe de pessoas. Tanto que é por tempo determinado...não ferindo critérios de isonomia social. E mais, isonomia social que foi totalmente negada a esta mesma classe de pessoas em determinado contexto histórico. 

É muito comum essa confusão uma vez que as analises sobre questões do tipo costumam desconsiderar a história como critério primeiro de reflexão.

O rapaz ainda utiliza outra premissa falsa: a do imposto de renda, que é OBJETIVO, uma vez que a taxação é estratificada de acordo com a renda do trabalhador ou cidadão contribuinte. Logo, não está ligada à processo histórico social e sim a classe econômica. 


Mas,compreende-se a dificuldade de aceitação dessas

 políticas.

 O homem primitivo era individualista...eremita e só começou a viver em bandos porque percebeu que em grupo se saia melhor na caça. Mas o individualismo nunca deixou de fazer parte de sua personalidade. Ter que dividir a carne com quem só vigiou o animal enquanto outros o cercaram e colocaram em risco sua própria vida, foi o primeiro passo para o enaltecimento do mérito. 

O ser humano é meritocrata por natureza. É competitivo. E tem uma avidez por superioridade impressionante. 

Daí essa dificuldade tremenda de aceitação de politicas afirmativas...pois sempre irão enxergá-las como privilégios...jamais como justiça.


sábado, 12 de julho de 2014

Faixa de Gaza... Conflito entre Israel e Palestina

Muita gente assim como eu antes de me graduar em História, não consegue entender os conflitos existentes entre Israelenses e palestinos, há séculos. No máximo, sabem que são judeus e islâmicos, israelenses e palestinos.

Mas esse conflito já se tornou parte da nossa vida. Virou até piada. .Quando está tudo complicado,  brigas, situações adversas, pessoas que não se entendem, locais tumultuados, a pessoa costuma citar a Faixa de Gaza para ilustrar a situação. Pois bem, vou tentar de alguma forma elucidar o conflito, sem citar datas e de maneira simples.

Primeiro de tudo, vale ressaltar que esses povos, têm a mesma matriz étnica. São praticamente irmãos. E isso comprovado cientificamente.

Segundo, que esses povos viveram em perfeita harmonia em um passado distante... muito antes das datações nos relatos religiosos da Bíblia e do Alcorão. Fato é que o seu legado é uma das maiores riquezas da humanidade. Muito de arte, filosofia, ciência, foram criados por esses povos .  Mas algo ocorreu que os dividiu. Até aí "normal"...já que brigamos até com nossos irmãos em casa, imaginem entre povos de culturas diferentes, apesar de mesma origem. Isso mesmo... culturas e religiões diferentes. Os israelenses, são judeus ( judaísmo não é etnia, é religião) e os palestinos são em sua maioria, islâmicos. Quase unanimidade. Aliás, este é um dos fatores que acirrou a rivalidade entre um e outro povo.

Mas a coisa ficou complicada mesmo quando o Império Otomano começa a ruir, lá pelo século XVI.

O que esse Império tem a ver com esse povo todo? Esse império surgiu  a partir do século XIII e o  nome "otomano", originou-se de um dos principais líderes (Otman I). Era um império imenso, situado em grande parte da África e todo o oriente médio. O sudeste da Europa também. A religião oficial era o islamismo, mas o imperador praticava a tolerância religiosa e permitia que as províncias do império praticassem a religião que quisessem.  Você deve estar se perguntando: quem eram os otomanos? Pois é... eram turcos, gregos, sérvios, curdos, croatas, palestinos, hebreus   e mais um monte de etnias que habitavam as regiões conquistadas pelo império.

Pois bem, com um império dessa dimensão, era difícil administrar todas as províncias e a queda foi inevitável. E as constantes guerras de extensão de território também foram determinantes para a desestabilização política e econômica. Nesse cenário de desfragmentação (visto que os povos já estavam se adaptando a auto-governo) , eis que no século XX, ao participar da Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha, o grande Império Otomano se desfaz. Na nova ordem geopolítica, o império se reduz à Turquia. E os outros territórios que faziam parte do império,caíram nas garras de países europeus como Inglaterra e França que os tratava como "protetorados".

Onde entra os judeus e palestinos? Pois é...os judeus estavam dispersos pelo mundo, expulsos desde o século II  pelos romanos, em virtude de uma insurreição judaica em Jerusalém. Se refugiaram na Europa e em todos os outros continentes. Os palestinos por sua vez, continuaram lá, na Palestina.

E depois da queda do Império Otomano no século XX, a Palestina ficou sob o  protetorado da Inglaterra a qual  se dispôs à "apadrinhar" a terra Santa.

Terra Santa? Sim...exatamente. Lá é onde ficam os principais locais sagrados das três maiores religiões do mundo: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo.  Jerusalém, que fica em Israel, é o centro do mundo religioso.

Mas pense bem a situação: os árabes se libertaram do império otomano e caíram nas garras de colonizadores europeus. Começaram então a lutar por autodeterminação, por independência política e cultural. Lutaram contra os ocidentais, mas também travaram grande luta entre si mesmos. E nesse contexto, eis que os judeus expulsos começam a retornar para a Terra Santa de forma clandestina. 

Como foi isso, esse retorno? Antes do final da Segunda Guerra Mundial e antes dos judeus  "ganharem" um Estado Nação o qual foi resultado de uma disputa política e ideológica entre EUA e URSS bem no início da Guerra Fria, muitos judeus já haviam voltado para a Palestina, fugindo do fascismo e do nazismo. Os Palestinos não gostaram disso, pois viam os judeus com desconfiança e acreditavam que estes seriam  uma espécie de "novos colonizadores".

E neste contexto,  Inglaterra,logo após a segunda guerra, deixou a palestina e concordou com a criação do Estado de Israel, o qual dividiria aquelas terras entre um e outro. Como a divisão foi feita à revelia dos Palestinos, e promovidas por sionistas (mais um nome esquisito na história - os sionistas eram os judeus que levantaram a bandeira de um Estado Israelense em virtude do holocausto ocorrido na segunda guerra) os palestinos não aceitaram a divisão proposta pois além de serem em número superior aos israelenses  e a extensão de terras era 10% a menos,  Jerusalém ficaria com Israel. A cidade Santa, a Canaã bíblica, ficaria com judeus. Pronto. Explodiu o conflito. 


Soma-se a tudo isso o fato de que vários Estados árabes foram nascendo e expulsando tanto judeus quanto palestinos de seus territórios, os quais foram se refugiando na Terra Santa e nas áreas já ocupadas por ambos os povos. 

A história foi piorando ao passo que Israel foi aumentando seus domínios através de assentamentos irregulares, ocupando territórios já ocupados por palestinos. Invadem essas regiões, obrigando palestinos e a se refugiarem no interior de um território pobre, sem soberania, sem um sistema político, sem exército. 

A Palestina por sua vez, possui um grupo de resistência extremamente radical, o HAMAS, composto por extremistas islâmicos e que são uma minoria, pois a população palestina não aprova os meios de luta deste grupo, mas também não concordam com a invasão de seus territórios por Israel. Ficam então entre fogo cruzado, como o que ocorre atualmente. 

Várias tentativas de acordos de paz foram celebrados mas na realidade, não há interesse do ocidente em intervir nessa história, já que os EUA possui estreitas relações com Israel e o apóia em todas as suas ações.  

A faixa de Gaza é um território ocupado por palestinos que reivindicam sua posse. Fica na fronteira com o Egito, e é palco de disputa também com outros países árabes. É uma região relativamente pequena, mas muito povoada. Maioria quase absoluta é de islâmicos. É uma região pobre em recursos... por isso também não suscita interesse de potências ocidentais que pudessem intervir no conflito. 

O mais terrível dessa história é que Israel é irredutível. Os sionistas justificam o genocídio alegando que foram muito perseguidos durante toda a história do povo judeu e que agem assim para se defenderem. Mas não é bem assim. Judeus sofreram sim várias perseguições políticas, religiosas...mas não são os únicos povos perseguidos e oprimidos pelo imperialismo ou por conflitos étnicos. Muitos judeus mortos na Alemanha, eram alemães e de outras nacionalidades, levando em conta que judaísmo é religião e não etnia. 

Outra questão importante é que Israel se nega terminantemente a rever as fronteiras. Não respeita nenhuma determinação da ONU, nunca respeitou nenhum acordo de paz e se apega às ações do HAMAS para justificar seus ataques. 

Porém, o exército israelense é infinitamente superior ao grupo HAMAS e o número de vítimas do conflito em relação a palestinos,  é quase nulo. 

Para ilustrar, no conflito atual, enquanto morreu 2 ou três israelenses, vítimas das ações do HAMAS, Israel já matou mais de 120 palestinos, crianças , mulheres , civis inocentes. Atacam regiões povoadas por civis e alegam que procuram líderes do Hamas. 

Enfim, de tudo o que se possa averiguar na história, o que se conclui é que este conflito é desproporcional. Apenas um lado está perdendo vidas... perdendo espaço... perdendo território. 

e o ocidente se cala. A mídia informa de forma parcial, favorecendo Israel, como se justificasse suas ações, pois atendem a interesses de quem comanda a política internacional. 

espero ter elucidado um pouco sobre esse conflito terrível, que a cada dia se torna mais sangrento. 





domingo, 27 de abril de 2014

a realidade nua e crua da Educação no Brasil:


profissão professor virou bico. Isso mesmo, bico. Pra quem tá afim de fazer uma média, sei lá... tá afim de ganhar uns trocados... até decidir o que vai fazer da vida, de verdade. 

Não precisa ter vocação...isso não! Não precisa mesmo! É só ter um diploma qualquer em qualquer área(faz uma licenciatura baratinha)tira o cat (título precário) e pega um bico no Estado. 

Se já tem licenciatura, é só ir a uma designação, encarar os concorrentes que já estão no mercado há mais tempo e com sorte, pegar o bico. 

Não precisa lecionar nem planejar aulas. Isso não precisa mesmo! Mesmo porque se você fizer isso, vai ser à toa, porque os alunos estão tão acostumados a não terem aulas (inclusive todos os dias eles se irritam comigo: ahhh vai dar aula??) que se você chegar, não disser nada, sentar...ler um livro... e depois sair, eles nem irão notar a diferença. Mesmo porque sabendo ou não, no ano seguinte estará na próxima série e esta certeza é a única que realmente têm.

Você só precisa ir...e ficar quieto. Não reclamar muito da indisciplina, mesmo porque não vai adiantar nada. A culpa da indisciplina será sempre sua...então melhor ficar quieto mesmo.

A única coisa que o professor hoje tem que fazer é se preocupar em voltar pra casa. Principalmente se lecionar em áreas de risco, periféricas, bairros "famosos".
Tem que fazer de tudo pra voltar pra casa a salvo de bombas, de revólveres, de carteiradas na cabeça... e pra isso, tem que fazer vista grossa...mesmo porque se chamar a polícia, ela vai demorar a aparecer e quando isso acontecer, não vai adiantar, porque o agressor é menor deidade e bom...o restante você deve imaginar. 

E não deve jamais reclamar da direção, ou com a direção. Tá louco? Esses profissionais em sua  maioria, apoderam-se da instituição assim que são eleitos. Colocam e tiram da escola, quem eles acharem que deve. Fazem dela palanque para políticos locais e pior, muitos administram tão mal, que a verba da merenda só dá pra comprar macarrão e massa de tomate. 

Agora,  o professor tem que tomar muito cuidado com alguns colegas. São poucos, mas existem. Porque não são todos que se enxergam no mesmo barco, geralmente, ficam afim de te sacanear... fazendo comentários maldosos a seu respeito...insinuando que "você não faz um bom trabalho", ou então, fazem uma diferenciação danada se o cara for designado, se for antigo lei 100, se for efetivo, se for irmão do diretor, se for sobrinho do inspetor, e por aí vai. 

Mas o mais importante de tudo é que o professor mesmo reconhecendo esta situação toda, está de mãos e pés atados porque se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não tem tempo de se qualificar, porque aqui em Minas, trabalha-se aos sábados. Não vai conseguir lecionar porque a cultura dominante é a da progressão, o aluno sabendo ou não passará para o ano seguinte, então quem conseguir fazer milagre, que vire santo. E por fim, o governador disse que quem escolheu essa profissão é porque não teve capacidade pra ser coisa melhor, então ... fique quieto. 

A comunidade? ahhh os pais adoram as 4 horas em que seus filhos ficam fora... eu também adoraria,levando em conta o comportamento de muitos. Então não fazem força para mudar nada... o importante é que terão o diploma de ensino médio e vão poder trabalhar na padaria do bairro. Mas se o professor ou professora disser uma palavra um pouco "caliente" em sala, a coisa fica quente para o lado dele. Vai pai, mãe, tia e parente que nunca sequer passou  na porta da escola para saber se seu filho tem feito algo útil.

Enquanto isso... os especialistas, os teóricos da educação continuam tentando entender o porque de nada dar certo na Educação. Sugerem uma porção de projetos, sem nunca ter pisado em um chão de sala. Os políticos criticam a categoria sem nunca ter apresentado um projeto que viabilizasse a atuação dos professores (desde melhorias das condições de trabalho e infraestrutura até melhoria de salário). E,  pra não ficar quebrando muito a cabeça, melhor culpar os professores... afinal, é o povo do bico. E bicudo tem mais é que levar a pior. 

simples assim.